quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sociologia do Trabalho

A Sociologia do trabalho é o ramo da Sociologia voltado ao estudo das relações sociais no mundo do trabalho - a princípio, incluindo basicamente empresas e sindicatos - e às implicações sociais da relação entre trabalho e técnica.
A palavra "trabalho" evoluiu da palavra latina Tripalium, castigo que se dava aos escravos preguiçosos e, historicamente, o trabalho foi considerado como uma atividade depreciável. Os gregos da Idade de Ouro pensavam que só o ócio criativo era digno do homem livre. A escravidão foi considerada pelas mais diversas civilizações como a forma natural e mais adequada de relação laboral. A ética protestante vem atribuir um valor positivo ao trabalho, considerando-o não como punição mas como oferenda a Deus. A partir de meados do século XIX,servidão, em suas várias formas, estará extinta na maior parte dos países ocidentais, sendo substituída pelo trabalho assalariado, socialmente valorizado.
As transformações do mundo do trabalho - do artesanato ao trabalho industrial com grandes máquinas e finalmente ao trabalho imaterial - bem como suas relações com as mudanças sociais na família, na cultura e na política constituem objeto de permanente interesse desta área do conhecimento. Já a partir das últimas décadas do século XX, a introdução de novos temas - notadamente os impactos das novas tecnologias, as novas formas de organização da produção, a obsolescência de várias profissões anteriormente valorizadas, a flexibilização das relações de trabalho e o acirramento dos mecanismos de exclusão - e de novas formas de abordagem, com ênfase na transdisciplinaridade, abrem novas perspectivas para a investigação sociológica crítica.

Sociologia Rural

A sociologia rural é um ramo da sociologia associado ao estudo da vida social em áreas não metropolitanas. Mais especificamente, a sociologia rural é o estudo científico da organização social e das relações entre pessoas distanciadas de grandes localidades ou de centros de actividade económica. Como disciplina sociológica, a sociologia rural envolve a análise de dados estatísticos, entrevistas, teoria social, observação, e outras técnicas.
Ao contrário da sociologia rural, a sociologia urbana é o estudo da vida social urbana.
O agronegócio é um dos temas de estudo mais actuais da sociologia rural, e muito de seu campo é dedicado à economia da agricultura local e ao impacto das grandes empresas de produção de alimentos nas comunidades rurais. Outras áreas de estudo incluem a migração rural e outros padrões demográficos, a sociologia ambiental, os cuidados com a saúde rural e a educação, etc. E seu estudo é importante porque a maioria dos países em desenvolvimento é composto de áreas metropolitanas.

Sociologia Urbana

A sociologia urbana é o ramo da Sociologia que trata do estudo das relações sociais (entre indivíduos, grupos e agentes sociais) dentro do espaço urbano. Em síntese, portanto, a sociologia urbana constitui-se de forma geral como a base dos estudos sobre as cidades.
A sociologia urbana é usada como disciplina de fundamentação para profissões e matérias diversas, como o planejamento urbano, aarquitetura, o urbanismo, a geografia e a economia.
A Escola de Chicago é a maior influência no estudo da sociologia urbana e ainda que tenha estudado cidades no início do século XX, continua sendo reconhecida como importante fonte para a análise dos centros urbanos.

Sociologia da Ciência

A sociologia da ciência é um ramo de estudo da sociologia dentro do campo da sociologia do conhecimento que estuda a influência de fatores externos no desenvolvimento da ciência. Tem estreitas ligações com a História da ciência. Ganhou grande impulso com a publicação deA estrutura das revoluções científicas do físico, filósofo e historiador da ciência Thomas Kuhn. Com a radicalização da posição kuhniana, surgiram estudos cada vez mais radicais que pensavam a verdade científica como algo puramente conformado por fatores sociais, como as posições da Escola de Edimburgo e seu Programa forte de sociologia, a antropologia da ciência de Bruno Latour, e toda uma vertente de estudos pós-kuhnianos e pós-modernos.

Thomas Kuhn

Thomas Samuel Kuhn (Cincinnati, 18 de Julho 1922 — Cambridge, 17 de Junho 1996) foi um físico estadunidense.Seu trabalho incidiu sobre história da ciência e filosofia da ciência, tornando-se um marco no estudo do processo que leva ao desenvolvimento científico.


Bruno Latour


Bruno Latour (Beaune, 22 de junho de 1947) é um filósofo e antropólogo francês.
A sua principal contribuição teórica é - ao lado de outros autores como Michel Callon - o desenvolvimento da ANT - Actor Network Theory (Teoria ator-rede) que, ao analisar a atividade científica, considera, enquanto variáveis, tanto os atores humanos como os não humanos, estes últimos devido à sua vinculação ao princípio de simetria generalizada.
Conhecido pelos seus livros que descrevem o processo de pesquisa científica, dentro da perspectiva construtivista que privilegia a interação entre o discurso científico e a sociedade, os de maior destaque são: Jamais Fomos Modernos e Ciência em Ação.
Latour possui doutorado em filosofia e é professor da École nationale supérieure des mines de Paris e da Universidade da Califórnia em San Diego.
Realizou estudos etnográficos na África e na América, mas sua etnografia mais conhecida foi feita no Laboratório de Neuroendocrinologia do Instituto Salk, na Califórnia. Ela deu origem ao livro Vida de Laboratório, escrito em parceria com o sociólogo inglês Steve Woolgar.
Jamais Fomos Modernos, provavelmente seu livro mais famoso, analisa de forma perspicaz o fenômeno central do Ocidente: aquele que (segundo diz para si este mesmo Ocidente) o distinguiria dos demais povos selvagens, primitivos, não-ocidentais: o Projeto Moderno.
A marca central do Ocidente seria sua modernidade, sua diferença dos seus Outros - e aquelas seriam todas, em alguma medida, categorias de acusação.
O que Latour mostra é de que forma nossa Modernidade jamais passou de um projeto, que, diga-se de passagem, falhou. Tudo aquilo de mais fundamental que pretendemos construir como sendo moderno pode ser colocado entre parênteses, e é isso o que faz o filósofo francês.
A primeira parte do livro é uma tentativa de mostrar quais seriam os fundamentos de nossa modernidade, a partir de uma polêmica histórica entre o filósofo Thomas Hobbes, e o cientista Robert Boyle, ambos britânicos. Tratava-se ali do projeto de separação entre provínciasontológicas distintas - Natureza e Cultura - e das possibilidades de se agir sobre elas.
Latour procura mostrar de que forma isso não se efetiva na dita Modernidade, para num segundo momento do livro revisar os mais diversos aspectos de nossa filosofia, nossos saberes, evidentemente passando pelo discurso mor do Ocidente - a produção científica.


O que é Sociologia

A sociologia é a parte das ciências humanas que estuda as unidades que formam a sociedade, ou seja, estuda o comportamento humano em função do meio e os processos que interligam os indivíduos em associações, grupos e instituições. Enquanto o indivíduo na sua singularidade é estudado pela psicologia, a Sociologia tem uma base teórico-metodológica, que serve para estudar os fenômenos sociais, tentando explicá-los, analisando os homens em suas relações de interdependência. Compreender as diferentes sociedades e culturas é um dos objetivos da sociologia.
Os resultados da pesquisa sociológica não são de interesse apenas de sociólogos. Cobrindo todas as áreas do convívio humano — desde as relações na família até a organização das grandes empresas, o papel da política na sociedade ou o comportamento religioso —, a Sociologia pode vir a interessar, em diferentes graus de intensidade, a diversas outras áreas do saber. Entretanto, o maior interessado na produção e sistematização do conhecimento sociológico atualmente é o Estado, normalmente o principal financiador da pesquisa desta disciplina científica.
Assim como toda ciência, a Sociologia pretende explicar a totalidade do seu universo de pesquisa. Ainda que esta tarefa não seja objetivamente alcançável, é tarefa da Sociologia transformar as malhas da rede com a qual a ela capta a realidade social cada vez mais estreitas. Por essa razão, o conhecimento sociológico, através dos seus conceitos, teorias e métodos, pode constituir para as pessoas um excelente instrumento de compreensão das situações com que se defrontam na vida cotidiana, das suas múltiplas relações sociais e, consequentemente, de si mesmas como seres inevitavelmente sociais.
A Sociologia ocupa-se, ao mesmo tempo, das observações do que é repetitivo nas relações sociais para daí formular generalizações teóricas; e também se interessa por eventos únicos sujeitos à inferência sociológica (como, por exemplo, o surgimento do capitalismo ou a gênese doEstado Moderno), procurando explicá-los no seu significado e importância singulares.
A Sociologia surgiu como uma disciplina no século XVIII, na forma de resposta acadêmica para um desafio de modernidade: se o mundo está ficando mais integrado, a experiência de pessoas do mundo é crescentemente atomizada e dispersada. Sociólogos não só esperavam entender o que unia os grupos sociais, mas também desenvolver um "antídoto" para a desintegração social.
Hoje os sociólogos pesquisam macroestruturas inerentes à organização da sociedade, como raça ou etnicidade, classe e gênero, além de instituições como a família; processos sociais que representam divergência, ou desarranjos, nestas estruturas, inclusive crime e divórcio. E pesquisam os microprocessos como relações interpessoais.
A Sociologia pesquisa também as estruturas de força e de poder do estado e de seus membros, e a forma como o poder se estrutura através de microrelações de forças. Um dos aspectos que tem sido alvo dos estudos da sociologia, e também da antropologia, é a forma como os individuos constituintes da sociedade podem ser manipulados para a manutenção da ordem social e do monopólio da força física legitimada.Sociólogos fazem uso frequente de técnicas quantitativas de pesquisa social (como a estatística) para descrever padrões generalizados nas relações sociais. Isto ajuda a desenvolver modelos que possam entender mudanças sociais e como os indivíduos responderão a essas mudanças. Em alguns campos de estudo da Sociologia, as técnicas qualitativas — como entrevistas dirigidas, discussões em grupo e métodos etnográficos — permitem um melhor entendimento dos processos sociais de acordo com o objetivo explicativo.
Os cursos de técnicas quantitativas/qualitativas servem, normalmente, a objetivos explicativos distintos ou dependem da natureza do objeto explicado por certa pesquisa sociológica: o uso das técnicas quantitativas é associado às pesquisas macro-sociológicas; as qualitativas, às pesquisas micro-sociológicas. Entretanto, o uso de ambas as técnicas de coleta de dados pode ser complementar, uma vez que os estudos micro-sociológicos podem estar associados ou ajudarem no melhor entendimento de problemas macro-sociológicos.